Onde começa uma amizade? Onde ela termina? Muitos devem achar fácil responder a segunda indagação, todavia, só quem já passou pelo fim de uma amizade sabe que não é fácil delimitar onde está o ponto final. Quando falo de amizade, me refiro àquele afeto genuíno, forte, fraternal, àqueles laços misticamente unidos por algo que somente os poetas com sua sensibilidade inigualável para definir as coisas _ que nós meros mortais não sabemos e embaraçamo-nos com monossílabos _ saberiam descreve-la e traduzir em palavras aquilo que só sabemos sentir.
Há alguns anos atrás, em uma noite de conselhos muito oportunos, uma sábia, que depois, para alegria da minha vida e enriquecimento dos meus dias, veio a se tornar uma preciosa amiga, disse-me o seguinte: "Amigo é quem fala por você quando você não se faz presente." Naquele momento eu não quis perceber, mas era um sutil toque para que eu abrisse o olho com aquele que eu chamava de AMIGO, mais do que isso, de IRMÃO que Deus colocou em minha vida.
Mas, graças a Deus a verdade tarda mas vem a tona. Aliás, a verdade eu já conhecia tinha um certo tempo, entretanto o meu comodismo de não mudar as coisas e principalmente a minha fé cega de que tudo não passava de um engano, de alguma confusão ou mal entendido, me faziam permanecer inerte ante uma situação inacreditável.
Enfim, é assunto tão doloroso e delicado que encerro este post por aqui, impedida de sonhar no momento... Sei q ficou sem final, mas a verdade é que o ideal é que essa situação sequer tivesse começado...

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