' Ontem fui à um show do Skank. Gente os caras são incríveis!!! Dentre tantos sucessos como "Saideira", "Amores Imperfeitos", "Três Lados", "Resposta", "Vou Deixar", "Vamos Fugir" e o mais recente sucesso "Sutilmente", a penúltima e inesquecível música "Ali" foi tocada. Eu, para meu desespero e inconsolável tristeza, cheguei quando o show já tinha começado. Ao ouvi-los fiquei insandecida, um misto de incredulidade de que aquilo era realmente real e de felicidade instantânea, perigosamente avassaladora. Haviam acabado de começar a tocar "Ainda Gosto Dela", e hoje, assim como a música ainda não sei se "vivi ou se sonhei" com tudo aquilo. Fui cavando um buraco até chegar ali, colada naquele alambrado, eu poderia ser espremida, esbofeteada, açoitada, que dali eu não sairia. "Noite bamba, tudo a beça", ver Samuel Rosa, Henrique Portugal, Haroldo Ferreti e Léo Zaneti tão de perto é impagável, melhor que aquilo somente se eu os tivesse conhecido, e eu fugiria com eles, mesmo que não me chamassem. Colada ali naquelas barras de metal eu via os felizardos que desfrutavam de um espacinho VIP, bem próximo ao palco, e que abafaram todas as paletas. Poxa vida! Não basta estarem tão próximos ainda ficaram com todas as paletas? Putz, eu fiquei morrendo de inveja né...
O que importa é que eu estava lá!
Skank transcede as gerações, é sempre atual, há quem diga que eles não são mais os mesmos. Não sei se eles não são mais os mesmos, mas sei de uma coisa, eles são os melhores! "Na confusão do dia-a-dia, no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa"... Toca um Skank!
Na maioria de suas músicas eles cantam sua vida, assim como disse Mário Quintana que a melhor poesia é aquela que lê a gente, e não o contrário, esse é o efeito colateral das músicas dos caras, "derramando no espinhaço quase um mar".
A banda canta a minha vida. Eu não canto a música deles, é ela que me canta, embala, e me faz imaginar, o que "eu não posso ter", pois pelo menos isso eu posso, e ouvindo Skank, tenho trilha sonora...
É, acho que Alice voltou a sonhar, bom, por pelo menos uma noite...
Na maioria de suas músicas eles cantam sua vida, assim como disse Mário Quintana que a melhor poesia é aquela que lê a gente, e não o contrário, esse é o efeito colateral das músicas dos caras, "derramando no espinhaço quase um mar".
A banda canta a minha vida. Eu não canto a música deles, é ela que me canta, embala, e me faz imaginar, o que "eu não posso ter", pois pelo menos isso eu posso, e ouvindo Skank, tenho trilha sonora...
É, acho que Alice voltou a sonhar, bom, por pelo menos uma noite...
