Por que temos essa mania de adiar as coisas, achando que tudo pode ser deixado para depois, para daqui a pouco... Essas atitudes dão a vida um cunho de infinidade, de intérmino contínuo. O mais intrigante é que nos colocamos em permanente estado de contestação quanto à longevidade dos nossos dias, reclamam o quanto a vida é curta. Poxa, se nossos dias são assim tão fugazes _ e realmente são_, se um dia com 24 horas é curto demais para fazermos tudo, que razão há para retardarmos decisões e atitudes? Medo, acomodação, falta de atitude... Se todos repetem a máxima de vivermos cada dia como se fosse o último, o fim de nossas vidas então é indubitavelmente inacabado. Qual o motivo de terminarmos com reticências ou interrogação uma efêmera existência, quando a poderiamos pontuar com exclamações ou mesmo o tão polêmico ponto final. Assim sendo, comprovando a continuidade e uma possível tomada de comportamento, assasino a língua portuguesa e pontuo o fim deste com uma vírgula, ponto e vírgula não pois é mais demorado, mas uma vírgula, uma pequena pausa, seguidada da continuidade que se deve dar,

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