Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.
Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.
Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.
Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer
esse amanhecer
mais noite que a noite.
Que discussão de royalties que nada! O negócio é pagodear! E foi assim a política do pão e circo na Praça dos Namorados, a discussão que levou (pelo menos deveria) as pessoas às ruas, foi animada ao som de muita música. Se precisam colocar artistas do cenário nacional para movimentar meia dúzia de cidadãos a irem discutir e defender seus interesses o problema é realmente sério. Existiam exceções ali realmente engajados no tema? Logicamente, mas o problema é esse, eram exceções, ou seja, a minoria para desespero de um futuro. Os funcionários públicos, dispensados de suas funções para comparecerem e fazerem coro à defesa dos Royalties do Petróleo do Espírito Santo aproveitaram a folga para ir a praia, ao shopping, ao supermercado... Como falar em consciência política diante dessa situação? Como defender uma reforma política, revendo a obrigatoriedade do voto? Esses mesmos que não foram defender seus interesses nas ruas capixabas, iriam até as urnas ou aproveitariam o domingo de sol para um bom descanso? Sim, a pergunta é retórica. Ao contrário da serpente que incitou Eva a provar do fruto da árvore que proporcionava o conhecimento do bem e do mal e todas as coisas, nossos políticos, serpentes contemporâneas, escondem o "fruto do conhecimento" da grande massa, quando não investem em educação, maquiam números e pesquisas e desviam o foco para outras questões importantes como futebol. E é assim, excluindo o povo do seleto grupo de formadores de opinião que eles se mantém no poder sob aplausos débeis de pessoas carentes de intelecto e entupidas de bolsas-auxílio. Isso, evidente, sem contar a felicidade dos cada vez mais milionários aliados aos salafrários do Poder Legislativo. Voto facultativo só aumentará o comércio por tal e a grande maioria daqueles que poderiam tentar fazer alguma diferença aproveitarão o dia - que será livre - para não enfrentar fila e passar vendo Faustão, Gugu ou qualquer outro programeco alienador. Aqueles que consideram bobeira ir às ruas defender um direito da nossa terra, também acredita, bitolados pela ideologia do Estado, que as coisas não podem mudar, pois são seres humanos que estão no poder. Eu me pergunto só uma coisa, essas mesmas pessoas que não lutam pela defesa de seus interesses e declaram que a corrupção é assim porque é assim, não são honestas, ou não conhecem um só ser que o seja? Eu acredito que existe muita gente boa, querendo fazer o bem, mas acomodados não vão mudar essa história.
Esse post é dedicado às estrelas que tornam meu céu incrível, em especial ao meu sol... Publiquei o vídeo da versão que o James Blunt fez pra essa música pois adoro como ele transpassa o sentimento dessa obra prima... Também há a versão original de Peter, Björn e John e o cover dos Kooks.
Young Folks (Pessoal Jovem)
If I told you things I did before (E se eu te dissesse coisas que fiz antes)
Told you how I used to be (Te dissesse como eu costumava ser)
Would you go along with someone like me (Você continuaria junto com alguém como eu?)
If you knew my story word for word (Se você conhecesse minha história palavra por palavra)
Had all of my history (Tivesse toda a minha história)
Would you go along with someone like me (Você continuaria junto com alguém como eu?)
I did before and had my share ( Eu continuaria e tive minha culpa )
It didn't lead nowhere (E não levou em lugar nenhum)
I would go along with someone like you (Eu iria junto com alguém como você)
It doesn't matter what you did (E não me importaria com o que você tivesse feito)
Who you were hanging with (Com quem você estivesse saindo)
We could stick around and see this night through (Nós poderíamos ficar por aí e ver esta noite inteira)
And we don't care about the young folks (E nós não nos importamos com a galera jovem)
Talkin' 'bout the young style (Falando sobre o estilo jovem)
And we don't care about the old folks (E nós não nos importamos com o pessoal antigo)
Talkin' 'bout the old style too (Falando sobre o estilo antigo também)
And we don't care about their own faults ( E nós não nos importamos com as faltas deles)
Talkin' 'bout our own style (Falando sobre o nosso estilo próprio)
All we care 'bout is talking ( Tudo com que nos importamos é em conversar)
Talking only me and you (Conversando, somente eu e você)
Usually when things has gone this far ( Geralmente, quando as coisas chegam tão longe)
People tend to disappear (As pessoas tendem a desaparecer)
No one will surprise me unless you do ( Ninguém irá me surpreender, a menos que seja você)
I can tell there's something goin' on ( Eu posso dizer que há algo acontecendo)
Hours seems to disappear ( As horas parecem desaparecer)
Everyone is leaving I'm still with you (Todos estão partindo e eu ainda estou com você)
It doesn't matter what we do ( Não importa o que nós façamos)
Where we are going too ( Ou para onde estamos indo, também)
We can stick around and see this night through (Nós poderíamos ficar por aí e ver esta noite inteira)
And we don't care about the young folks (E nós não nos importamos com a galera jovem)
Talkin' 'bout the young style (Falando sobre o estilo jovem)
And we don't care about the old folks (E nós não nos importamos com o pessoal velho)
Talkin' 'bout the old style too (Falando sobre o estilo velho também)
And we don't care about their own faults ( E nós não nos importamos com as falhas deles)
Talkin' 'bout our own style (Falando sobre o nosso estilo próprio)
All we care 'bout is talking ( Tudo com que nos importamos é em conversar)
Talking only me and you (Conversando, somente eu e você)
Pronto, agora já era, saí da minha zona de conforto, resolvi falar de assunto que por mim é tão obscuro quanto maravilhoso. AMOR. Mas não falo desses amores de internet "adolescenteses" que vemos por aí, esse amor colorido e enjoativo, falo do amor de verdade, genuíno, raro. Há muito li uma frase que diz o seguinte "Amor é verbo que não se conjuga no passado. Ou se ama pra sempre ou nunca se amou verdadeiramente." Pronto, concordei em gênero número e grau, e passados tantos anos ainda concordo. Muitos discordam eu sei, mas deixe-me expor minhas motivações. O amor não morre. Não há diferença entre amores. Você ama o seu pai. Você ama o seu marido, mas por ele além de amor você sente desejo. Essa é a diferença. O amor não vai acabar em nenhuma das duas hipóteses, pois a infinitude está na essência do amor. Ele adormece, mas não morre.
Sim, passado esse ponto, a dificuldade está em descobrir quando é amor. Quando é amor? Minha vontade agora é repetir essa pergunta infindáveis vezes para reproduzir aqui o eco que assola meu pensamento. O mundo é cheio de pessoas interessantes, cada uma a sua maneira, e que te encantam por diferentes razões. Você se apaixona por uma coisa em especial em cada um que você conhece e o ideal seria recolher suas partes preferidas de cada um e formar o par perfeito.
Poxa, os matemáticos, ou melhor os físicos deveriam procurar entender melhor as nuances do coração, explicar-nos de forma lógica e prática aquilo que não conseguimos decifrar.
Mas o amor é algo sublime. Tão supremo que não pode ser definido, não pode ser medido... E aí está, como saber que é amor? Como diferenciar o amor de uma ilusão. Afinal, o ser humano adora um sonho. A zona de conforto e estabilidade que a realidade nos proporciona é excelente, mas a miragem, que tira os nossos pés do chão nos enche de prazer. Acontece que alguns sonhos parecem tão reais (ou nós desejamos tão vívidamente que fossem), que fica difícil acordar.
Como se tem certeza que se ama alguém? Quando pensei em escrever sobre isso parecia que ia ser mais fácil, acreditei ingenuamente que saberia a resposta para as indagações que fiz... Por isso, não escrevo mais sobre isso tão cedo, vou pesquisar com pessoas que pareçam entender do assunto e juntando diversas opiniões tentarei chegar a uma ideia central que me ajude pelo menos um pouquinho. Ou se eu descobrir o amor verdadeiro publicarei aqui também... Como diria o grande poeta Renato Russo: "Quem inventou o amor, me explica por favor...". Alice sonhará muito pois acredita que os sonhos guardam as respostas para tentar viver plenamente essa realidade confusa...
Onde começa uma amizade? Onde ela termina? Muitos devem achar fácil responder a segunda indagação, todavia, só quem já passou pelo fim de uma amizade sabe que não é fácil delimitar onde está o ponto final. Quando falo de amizade, me refiro àquele afeto genuíno, forte, fraternal, àqueles laços misticamente unidos por algo que somente os poetas com sua sensibilidade inigualável para definir as coisas _ que nós meros mortais não sabemos e embaraçamo-nos com monossílabos _ saberiam descreve-la e traduzir em palavras aquilo que só sabemos sentir.
Há alguns anos atrás, em uma noite de conselhos muito oportunos, uma sábia, que depois, para alegria da minha vida e enriquecimento dos meus dias, veio a se tornar uma preciosa amiga, disse-me o seguinte: "Amigo é quem fala por você quando você não se faz presente." Naquele momento eu não quis perceber, mas era um sutil toque para que eu abrisse o olho com aquele que eu chamava de AMIGO, mais do que isso, de IRMÃO que Deus colocou em minha vida.
Mas, graças a Deus a verdade tarda mas vem a tona. Aliás, a verdade eu já conhecia tinha um certo tempo, entretanto o meu comodismo de não mudar as coisas e principalmente a minha fé cega de que tudo não passava de um engano, de alguma confusão ou mal entendido, me faziam permanecer inerte ante uma situação inacreditável.
Enfim, é assunto tão doloroso e delicado que encerro este post por aqui, impedida de sonhar no momento... Sei q ficou sem final, mas a verdade é que o ideal é que essa situação sequer tivesse começado...