Pronto, agora já era, saí da minha zona de conforto, resolvi falar de assunto que por mim é tão obscuro quanto maravilhoso. AMOR. Mas não falo desses amores de internet "adolescenteses" que vemos por aí, esse amor colorido e enjoativo, falo do amor de verdade, genuíno, raro. Há muito li uma frase que diz o seguinte "Amor é verbo que não se conjuga no passado. Ou se ama pra sempre ou nunca se amou verdadeiramente." Pronto, concordei em gênero número e grau, e passados tantos anos ainda concordo. Muitos discordam eu sei, mas deixe-me expor minhas motivações. O amor não morre. Não há diferença entre amores. Você ama o seu pai. Você ama o seu marido, mas por ele além de amor você sente desejo. Essa é a diferença. O amor não vai acabar em nenhuma das duas hipóteses, pois a infinitude está na essência do amor. Ele adormece, mas não morre.Sim, passado esse ponto, a dificuldade está em descobrir quando é amor. Quando é amor? Minha vontade agora é repetir essa pergunta infindáveis vezes para reproduzir aqui o eco que assola meu pensamento. O mundo é cheio de pessoas interessantes, cada uma a sua maneira, e que te encantam por diferentes razões. Você se apaixona por uma coisa em especial em cada um que você conhece e o ideal seria recolher suas partes preferidas de cada um e formar o par perfeito.
Poxa, os matemáticos, ou melhor os físicos deveriam procurar entender melhor as nuances do coração, explicar-nos de forma lógica e prática aquilo que não conseguimos decifrar.
Mas o amor é algo sublime. Tão supremo que não pode ser definido, não pode ser medido... E aí está, como saber que é amor? Como diferenciar o amor de uma ilusão. Afinal, o ser humano adora um sonho. A zona de conforto e estabilidade que a realidade nos proporciona é excelente, mas a miragem, que tira os nossos pés do chão nos enche de prazer. Acontece que alguns sonhos parecem tão reais (ou nós desejamos tão vívidamente que fossem), que fica difícil acordar.
Como se tem certeza que se ama alguém? Quando pensei em escrever sobre isso parecia que ia ser mais fácil, acreditei ingenuamente que saberia a resposta para as indagações que fiz... Por isso, não escrevo mais sobre isso tão cedo, vou pesquisar com pessoas que pareçam entender do assunto e juntando diversas opiniões tentarei chegar a uma ideia central que me ajude pelo menos um pouquinho. Ou se eu descobrir o amor verdadeiro publicarei aqui também... Como diria o grande poeta Renato Russo: "Quem inventou o amor, me explica por favor...". Alice sonhará muito pois acredita que os sonhos guardam as respostas para tentar viver plenamente essa realidade confusa...
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