"O coração é uma coisa frágil. E é por isso que protegemos ele
vigorosamente, abrimos ele raramente, e é por isso que significa tanto quando resolvemos abrir. Alguns corações são mais frágeis que outros, mais puros de alguma forma, como cristal em um mundo de vidro. Até o modo como se partem é bonito”
vigorosamente, abrimos ele raramente, e é por isso que significa tanto quando resolvemos abrir. Alguns corações são mais frágeis que outros, mais puros de alguma forma, como cristal em um mundo de vidro. Até o modo como se partem é bonito”
Não sei desde quando me tornei uma aficcionada por séries, talvez desde os extintos episódios de Punk, A Levada da Breca, em minha infância... Mas posso falar de uma das séries que mais marcaram minha adolescência e até hoje me traz sentimentos de saudosismo, e essa série é Everwood. Protagonista pianista (instrumento que mais amo), um pai neurocirurgião (profissão que eu sonhava) e o desenvolvimento da problemática da fase que eu também estava vivendo, adolescência. Mas a série não é apenas isso, conflitos adolescentes e só quem viu sabe e, provavelmente como eu, se decepcionou com o fim da série, não só porque terminou em sua quarta temporada, mas também pelo fim escolhido, em si. Mereciamos mais, a série merecia mais. Quatro temporadas é pouco, comparando com as séries de hoje que chegam facilmente a seis, oito temporadas. Claro que há que se pesar que as séries de antigamente tinham muitos episódios, creio que Everwood tinha uns 20 a 22 por temporada. Até hoje é difícil acreditar que aquela cidade é fictícia. Enfim, o meu afã de falar sobre esse programa hoje foi a lembrança de um texto escrito pelo protagonista, que decorei na época e até hoje não me esqueci. Aqui faço uma compilação.
"Quanto mais as coisas mudam, mais parecem as mesmas. Eu não estou certo quem foi a primeira pessoa a ter dito isso. Provavelmente Shakespeare, ou talvez Sting. Mas neste momento, é a sentença que explica melhor minha falha trágica: minha inabilidade de mudar.
Eu não penso que estou sozinho nisto. Quanto mais conheço as pessoas, mais percebo que é o defeito de todos. Ficar sem mudar pelo máximo de tempo possível, ficar imóvel... Nos faz sentir bem. E se você está sofrendo, pelo menos a dor é familiar. Porque se você toma uma iniciativa, se abre, ou faz algo inesperado... Quem sabe que outra dor está esperando por você? Há a possibilidade de ser pior.
Então você mantém seu status quo... Escolhe a estrada já trilhada. Não parece tão ruim, em relação aos defeitos. Você não é viciado em drogas, não matou ninguém... Exceto talvez você mesmo um pouco.
E quando finalmente mudamos, não acho que seja como um terremoto ou uma explosão, e de repente somos uma pessoa diferente. Acho que é menos que isso... O tipo da coisa que poucas pessoas percebem... Só se observarem bem de perto. Fato que, graças a Deus, elas nunca fazem.Mas você percebe. Dentro de você, essa diferença é enorme. E espera que se torne a pessoa que você será para sempre... Para que você não tenha que mudar de novo. "
O original em inglês:
"The more things change, the more they stay the same.' I'm not sure who the first person was who said that. Probably Shakespeare, or maybe Sting. But at the moment, it's the sentence that best explains my tragic flaw: my inability to change. I don't think I'm alone in this. The more I get to know other people, the more I realize it's kind of everyone's flaw. Staying exactly the same for as long as possible, standing perfectly still. It feels better somehow. And if you are suffering, at least the pain is familiar. Because if you took that leap of faith, went outside the box, did something unexpected...who knows what other pain might be waiting out there? Chances are it could be even worse. So you maintain the status quo, choose the road already traveled, and it doesn't seem that bad, not as far as flaws go. You're not a drug addict, you're not killing anyone... Except maybe yourself a little.When we finally do change, I don't think it happens like an earthquake or an explosion, where all of a sudden we're like this different person. I think it's smaller than that. The kind of thing most people wouldn't even notice unless they looked really, really close. Which, thank God, they never do. But you notice it. Inside you, that change feels like a world of difference, and you hope that it is...that this is the person you get to be forever. That you'll never have to change again"
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